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Líder do PT no Senado, Humberto Costa não descarta revisão da regra no próximo congresso
Líder do PT no Senado, Humberto Costa não descarta revisão da regra no próximo congressoA nova regra limita o número de mandatos de parlamentares petistas a três consecutivos, para vereadores, deputados estaduais e deputados federais, e dois seguidos, para senadores. A medida valerá somente a partir de 2014, quando todos os parlamentares terão sua contagem de tempo zerada.
Humberto Costa avalia que a medida seria interessante se o voto em lista partidária, defendido pelo PT na reforma política, estivesse em vigor. "Mas no sistema proporcional, corremos o risco de excluir o melhor candidato, que teria condições de puxar uma chapa de deputados", exemplificou. Costa lembrou que no sistema proporcional, prevalece o "voto nominal", no candidato, e não no partido. "Podemos mudar isso se a gente ver que traz mais problema que benefícios", afirmou.
O senador Wellington Dias (PT-PI) disse que "a ideia é correta porque abre espaço para os novos". Mas interpretou a medida como uma regra de orientação às futuras convenções, em que serão escolhidos os candidatos do partido, e não como uma norma de aplicação obrigatória. O ex-governador do Piauí lembrou que a proposta abrange a renovação nos cargos de direção. Dias, que já foi membro do Diretório Nacional, alegou que preferiu não continuar no órgão para dar oportunidade a novos nomes.
O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), hesitou em comentar a regra aprovada pelo partido aliado, porque "é um assunto delicado". Mas Raupp acabou admitindo que, pessoalmente, é contrário à imposição de um rodízio aos parlamentares. "Se o parlamentar está fazendo um bom trabalho, por que tem de sair?", questionou, acrescentando que a prerrogativa de manter o político no Congresso ou retirá-lo de lá deve ser do eleitor...
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